maio 07, 2008

Rogério Menezes e Hipólito Moura

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Sextilhas: A seca nordestina

Na região nordestina
Que muitos chamam de norte
Eu sei que a cara da seca
Tem aspecto muito forte
Tem o sorriso da fome
E a gargalhada da morte
(Rogério Menezes)

No lugar que a seca passa
Só crueldades revela
Expulsa o homem do campo
Pra padecer na favela
E o Piauí que eu nasci
Já se acostumou com ela
(Hipólito Moura)

Minha boca diz não constantemente
Mas meu peito ainda espera ela voltar

Ao sair ela disse eu vou sozinha
Vou deixar sua casa e seu Estado
Eu sem ela ainda estou desesperado
Sem eu ver o meu bem minha rainha
Não falou pra ninguem se ainda vinha
Ma smeu peito não cansa de esperar
Eu com outra não quero me casar
A não ser que uma deusa se apresente
Minha boca diz não constantemente
Mas meu peito ainda espera ela voltar
(Hipólito Moura)

http://www.mediafire.com/?zw0kzjxoufs

2 comentários:

Marcos França disse...

Obrigado pelo comentário, continue a nos visitar sempre. Você já é nosso parceiro! Parabéns pelo seu blog também!

Grande Abraço,
Marcos França

Anônimo disse...

Parabenizo a todos vocês. A poesia cordelista e a cantoria têm que ser levados aos quatro canto deste palneta. Essa é uma cultura sem limite e sem froteira e que deve ser mais introduzida na nossa literatura brasileira, nas escolas, na sociedade. Necessita ser mais apoiada pelos governantes. Abraços e não párem.Marcos Eron Nogueira