janeiro 28, 2008

Entrevista com Geraldo Amâncio


CC - Fale da sua infância e como ingressou na arte da poesia.

GA - Estudei apenas dois anos na localidade onde nasci, depois completei o 2º grau através do supletivo. Comecei como sanfoneiro, mas não foi profissionalmente, logo segui para o lado da poesia.

CC - E por influência de quem você enveredou pelos caminhos do verso?

GA - Por influência do meu avô paterno, Manoel Amâncio, que foi cantador, e através dos programas de rádio da época.

CC - Em suas apresentações nota-se que você quase não demora pensando nos versos que vai cantar. Qual o segredo para se fazer versos tão rápidos com tanta precisão e coesão?

GA - Nem eu sei explicar, só sei que me vem a vontade de fazer com muita rapidez.

CC - Ainda almeja algum objetivo pessoal no campo artístico?

GA - Sou acima de tudo muito feliz, se almejasse algo, seria ver a cantoria com mais espaço na mídia.

CC - Da nova geração de poetas repentistas, quem você apontaria como maior destaque?

GA - Apontar só um seria injusto da minha parte, mas dentre eles eu destacaria Jonas Bezerra.

CC - Quantos trabalhos escritos você possui?

GA - Tenho alguns cordéis escritos, duas antologias, ainda A chacina do povo de Canudos, Cantigas que vêm da terra e em fase de conclusão, 100 erros de português, cem estrofes que corrigem, sem pretensões de ser mestre, já na gráfica.

CC - Sua ausência é muito sentida pelos fãs no Desafio Nordestino de Cantadores, evento anual do calendário cultural pernambucano. Sua última participação foi na 5ª edição do evento, em 2005. Qual(ais) o(s) motivo(s) de sua ausência nos dois últimos anos?

GA - Nesse último que participei, estava determinado que o público julgaria. Fizemos a primeira noite em Petrolina e ganhamos, fizemos a segunda em Exu e ganhamos, daí a comissão organizadora de uma forma muito estranha, colocou para o julgamento ser feito através da Rádio Jornal do Comércio para beneficiar um determinado cantador, vem daí a minha repulsa em não querer mais participar. Só participaria de novo se fosse o povo julgando.


Geraldo Amâncio Pereira nasceu numa região rural, em um sítio por nome Malhada de Areia, no município de Cedro, Ceará, em 29 de Abril de 1946. Canta há 40 anos, é casado, tem dois filhos, uma filha, e duas netas, Beatriz e Chris.
Apresenta um programa na TV Diário, “Ao Som da Viola”, que vai ao ar todos os domingos pela manhã e realiza o Festival Internacional de Repentistas anualmente em cidades diferentes no Ceará, com atrações regionais, nacionais e internacionais.
Contato com o poeta Geraldo Amâncio:
pelo fone (85) 9948 - 7978
Foto extraida do site www.nordesteweb.com

Um comentário:

cristina disse...

parabens pelo trabalho maravilhoso, sou fã da poesia e cordel. estou triste pela perca de um grande amigo e repentista, Dorcival Alves, poeta de São paulo.
quem vos fala sua admiradora Fatima Sousa