março 26, 2008

Geraldo Amâncio e Louro Branco

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Pra que tanto tesouro acumulado
Se ninguem leva nada no caixão

Não adianta um pecador enganar
E nessa vida viver da fase crítica
Entre luta, entre roubo, entre política
Pra depois nesse mundo ele enricar
Que se a gente também for comparar
Desde um rico para um pobre cristão
Para Deus vale mais quem pede um pão
Do que um presidente ou deputado
Pra que tanto tesouro acumulado
Se ninguem leva nada no caixão
(Geraldo Amâncio)

Quadrão perguntado

LB - Mulher que enviuva nova
GA - Sente um choque muito bruto
LB - Verte pranto e bota luto
GA - E acende vela na cova
LB - Depois de um ano se escova
GA - Esquece vela e caixão
LB - Se aparecer um negão
GA - Haja ponta no finado
LB e GA - Isso é quadrão perguntado
LB e GA - Isso é responder quadrão


http://rapidshare.com/files/102637359/Pra_que_tanto_tesouro_e_quadr_operguntado.mp3.html

OBS: Ambos os motes estão no mesmo arquivo.

março 24, 2008

Partes 3 e 4 do pé de parede entre Severino Ferreira e Ivanildo Vilanova

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Sou pior do que cigano
Pra entender de magia
Falando em feitiçaria
Passo lição em baiano
Livro de São Cipriano
Devoro sempre no pó
Quem vai no meu catimbó
Mergulha na sepultura
Não bote a mão que se fura
Que é caco de vidro só
(Severino Ferreira)

Não use de atrevimento
Que é pra não se arrepender
Pra não pagar sem dever
E chorar pelo sofrimento
Não pense que casamento
É safadeza, é xodó
Não confunda agá dois ó
Com lama podre e escura
Não bote a mão que se fura
Que é caco de vidro só
(Ivanildo Vilanova)


http://rapidshare.com/files/101865026/Ferreira_e_Vilanova_2.part1.rar.html
http://rapidshare.com/files/101877734/Ferreira_e_Vilanova_2.part2.rar.html

Senha: cantoriasecordeis

março 22, 2008

Sobre a seca...

1. A seca no Nordeste (sextilhas agalopadas)
(Rogério Menezes e Raimundo Caetano)

No calor do verão a terra morta
Não permite que nasça a plantação
Nas estradas tapadas de poeira
Todo dia se arrasta um mutirão
Que a fogueira da seca nordestina
Queima toda esperança do Sertão
(Raimundo Caetano)

2. A seca pintou de preto
As cores do meu Sertão
(Geraldo Amâncio e Edvaldo Zuzu)

Um sertanejo não quer
Secar as tripas e os ossos
Pra viajar vende os troços
Cadeira, prato e colher
Chorando abraça a mulher
Dizendo não chore não
Quando acabar sequidão
Volto correndo eu prometo
A seca pintou de preto
As cores do meu Sertão
(Geraldo Amâncio)


3. Quando a seca chegou eu fui embora
Do Sertão que nasci e me criei
(Zé cardoso e Louro Branco)
Quando eu vi perecendo a minha horta
E o açude sem água na parede
Um garrote com fome e outro com sede
Uma vaca doente e outra morta
Eu falei vou partir por essa porta
E se o inverno voltar retornarei
Mas se a seca render não voltarei
Que no chão sem ter água ninguem mora
Quando a seca chegou eu fui embora
So Sertão que nasci e me criei
(Louro Branco)


Senha: cantoriasecordeis

março 20, 2008

Sobre a paixão de Cristo

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Quando o sangue jorrava no madeiro
Era Cristo salvando a humanidade
(Geraldo Amâncio e Severino Dionízio)

A matéria do filho de Maria
Cada pingo de sangue que jorrava
Era um ente que ele perdoava
Que o algoz não sabia o que fazia
Dia sete de março e sexto dia
Aos trinta e três anos de idade
Foi morar com o Pai na eternidade
Envolvido num grande nevoeiro
Quando o sangue jorrava no madeiro
Era Cristo salvando a humanidade
(Severino Dionízio)

http://rapidshare.com/files/101106985/05_Quando_o_sangue_jorrava_no_madeiro.mp3.html

março 17, 2008

Gêneros

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Hoje seguem dois gêneros bastante conhecidos da cantoria de viola:


1. Voa sabiá
Chico Alves e Antonio Jocélio

Voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que a pedra da baladeira
Vem zuando pelo ar...


2. Brasil caboclo
Louro Branco e Geraldo Amâncio

Nesse Brasil de caboclo
De Mãe Preta e Pai João...


http://rapidshare.com/files/100365734/Generos.rar.html

Senha: cantoriasecordeis

março 16, 2008

VIDEO RARÍSSIMO: pé de parede com Severino Ferreira e Ivanildo Vilanova


O palco, uma pequena mesa. Uma gambiarra serve de apoio para os microfones. De fundo, o muro de uma simples residência. Esté é o cenário.


Como promessa é dívida, atendendo hoje ao pedido do assíduo visitante e amigo Leonardo, disponibilizo um video raríssimo entre duas feras do repente de viola, os poetas Ivanildo Vilanova(PE) e o saudoso Severino Ferreira(RN).


Para aqueles que o desconhecem, Severino Ferreira foi para muitos o maior nome potiguar do repente de viola. Nascido na cidade de Touros, faleceu em um acidente de carro há mais ou menos 15 anos, quando retornava de uma cantoria em Campina Grande, PB.


Através de uma conversa informal com o amigo Natalício, no mercado da Encruzilhada, em Recife, soube que o poeta viajava junto com outros amigos repentistas numa veraneio. Para sua (e nossa) infelicidade o veículo perdeu o controle e ele, que se acomodara na mala, foi arremessado para fora, vindo a falecer. Segundo Seu Natalício, todos os ocupantes, a exceção de Severino Ferreira, nada sofreram.


Para uma dinâmica maior nas postagens, disponibilizarei este video em duas partes por semana até que se totalize as oito.


O blog Cantorias e Cordeis está sempre aberto a pedidos e sugestões.




2ª parte:



Senha: cantoriasecordeis


IMPORTANTE: Baixe todas as partes antes de executar o arquivo.

março 13, 2008

João Paraibano e Moacir Laurentino

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1. Sinto a nossa esperança se queimando
Nas fogueiras da seca nordestina

2. O Recife quer saber
Se você sabe cantar


Não escuto um trovão estremecer
Uma núvem no céu ninguem enxerga
A lavoura sedenta se enverga
Procurando o chão seco pra morrer
Na pequena cacimba de beber
Você cava uma veia ela não mina
Você olhas pra os seios da campina
Só tem foco de incendio levantando
Sinto a nossa esperança se queimando
Nas fogueiras da seca nordestina
(João Paraibano)

http://rapidshare.com/files/99325810/Sinto_a_nossa_esperan_a.mp3.html

OBs: Os versos sobre os dois motes estão contidos em uma única faixa.