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Aconteceu ontem (29/03/08) a 8ª Noite dos Campeões da Viola, em Caruaru.
Foram 3 horas de puro repente, sob organização do poeta Raimundo Caetano e apresentado pelo também poeta Raudenio Lima, realizado no auditório da Rádio Difusora de Caruaru. O evento contou com a presença de 6 duplas concorrentes:
Edvaldo Zuzu e Severino Dionísio (5º lugar)
João Lourenço e Rogério Meneses (3º lugar)
Daniel Olímpio e Zé Galdino (6º lugar)
Valdir Teles e Hipólito Moura (1º lugar) *
Edmilson Ferreira e Antonio Lisboa (1º Lugar)
João Paraibano e Sebastião da Silva (4º lugar)
Um dos momentos contagiantes da festa se deu na apresentação da dupla Valdir e Hipólito, que travaram um fervoroso desafio, empolgando a platéia. O evento foi todo filmado e brevemente estará disponível em DVD, que será divulgado aqui no blog assim que possível.
*Embora tenha somado o mesmo número de pontos que a dupla Edmilson e Lisboa, receberam a premiação por decisão do presidente da comissão julgadora.
março 30, 2008
Edmilson Ferreira e Antonio Lisboa
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A dupla Edmilson Ferreira e Antonio Lisboa está com três novos trabalhos na praça. Um deles é o cd Coletânea, que traz em 17 faixas o desempenho da dupla por festivais no Brasil a fora.
Aqui vão três delas:
1. Você tem tanta frescura
Que qualquer pessoa nota
Você diz que muriçoca
Não pousa na sua sombra
Formiga preta lhe assombra
E cavalo do cão lhe choca
Pra pegar numa minhoca
A mão direita não bota
Só pega com a canhota
E se a minhoca for dura
Você tem tanta frescura
Que qualquer pessoa nota
(Antonio Lisboa)
Respeito você exige
Mas pinta os pelos de louro
Fala que derruba um touro
Mas com barata se aflige
Na rua ônibus dirige
Em casa fogão pilota
De dia é Tonhão da Frota
De noite é Zé Tanajura
Você tem tanta frescura
Que qualquer pessoa nota
(Edmilson Ferreira)
2. Tem muita gente pensando
Que besteira é cantoria
Tem muito profissional
Que põe plural em "a toa"
Sai pra fora numa boa
Não utiliza sinal
Na concordancia verbal
Faz a maior porcaria
Assassinando a grafia
E os pronomes misturando
Tem muita gente pensando
Que besteira é cantoria
(Antonio Lisboa)
3. Por incrível que possa parecer
Já fiz muita besteira com cachaça
Tive toda carcaça de bacana
Aprendi dar calote e puxar saco
Mostrar cara de forte sendo fraco
E mostrar pose de rico sem ter grana
Na listagem da feira da semana
Quando a nota no bolso estava escassa
Poderia faltar feijão e massa
Mas um litro de rum tinha que ter
Por incrível que possa parecer
Já fiz muita besteira com cachaça
(Edmilson Ferreira)
http://rapidshare.com/files/103701019/edmilson_e_lisboa.rar.html
Senha: cantoriasecordeis
Os outros dois cds são entitulados É feito de fato e 7º Desafio Nordestino de Poetas Cantadores, os quais já possuo e postarei alguma coisa brevemente.
Os interessados em adquirir os cds e dvds dos poetas devem acessar o site www.edmilsonelisboa.com ou entrar em contato pelos fones (081) 8711 4774 e (081) 9162 4358.
A dupla Edmilson Ferreira e Antonio Lisboa está com três novos trabalhos na praça. Um deles é o cd Coletânea, que traz em 17 faixas o desempenho da dupla por festivais no Brasil a fora.
Aqui vão três delas:
1. Você tem tanta frescura
Que qualquer pessoa nota
Você diz que muriçoca
Não pousa na sua sombra
Formiga preta lhe assombra
E cavalo do cão lhe choca
Pra pegar numa minhoca
A mão direita não bota
Só pega com a canhota
E se a minhoca for dura
Você tem tanta frescura
Que qualquer pessoa nota
(Antonio Lisboa)
Respeito você exige
Mas pinta os pelos de louro
Fala que derruba um touro
Mas com barata se aflige
Na rua ônibus dirige
Em casa fogão pilota
De dia é Tonhão da Frota
De noite é Zé Tanajura
Você tem tanta frescura
Que qualquer pessoa nota
(Edmilson Ferreira)
2. Tem muita gente pensando
Que besteira é cantoria
Tem muito profissional
Que põe plural em "a toa"
Sai pra fora numa boa
Não utiliza sinal
Na concordancia verbal
Faz a maior porcaria
Assassinando a grafia
E os pronomes misturando
Tem muita gente pensando
Que besteira é cantoria
(Antonio Lisboa)
3. Por incrível que possa parecer
Já fiz muita besteira com cachaça
Tive toda carcaça de bacana
Aprendi dar calote e puxar saco
Mostrar cara de forte sendo fraco
E mostrar pose de rico sem ter grana
Na listagem da feira da semana
Quando a nota no bolso estava escassa
Poderia faltar feijão e massa
Mas um litro de rum tinha que ter
Por incrível que possa parecer
Já fiz muita besteira com cachaça
(Edmilson Ferreira)
http://rapidshare.com/files/103701019/edmilson_e_lisboa.rar.html
Senha: cantoriasecordeis
Os outros dois cds são entitulados É feito de fato e 7º Desafio Nordestino de Poetas Cantadores, os quais já possuo e postarei alguma coisa brevemente.
Os interessados em adquirir os cds e dvds dos poetas devem acessar o site www.edmilsonelisboa.com ou entrar em contato pelos fones (081) 8711 4774 e (081) 9162 4358.
março 26, 2008
Geraldo Amâncio e Louro Branco
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Pra que tanto tesouro acumulado
Se ninguem leva nada no caixão
Não adianta um pecador enganar
E nessa vida viver da fase crítica
Entre luta, entre roubo, entre política
Pra depois nesse mundo ele enricar
Que se a gente também for comparar
Desde um rico para um pobre cristão
Para Deus vale mais quem pede um pão
Do que um presidente ou deputado
Pra que tanto tesouro acumulado
Se ninguem leva nada no caixão
(Geraldo Amâncio)
Quadrão perguntado
LB - Mulher que enviuva nova
GA - Sente um choque muito bruto
LB - Verte pranto e bota luto
GA - E acende vela na cova
LB - Depois de um ano se escova
GA - Esquece vela e caixão
LB - Se aparecer um negão
GA - Haja ponta no finado
LB e GA - Isso é quadrão perguntado
LB e GA - Isso é responder quadrão
http://rapidshare.com/files/102637359/Pra_que_tanto_tesouro_e_quadr_operguntado.mp3.html
OBS: Ambos os motes estão no mesmo arquivo.
Pra que tanto tesouro acumulado
Se ninguem leva nada no caixão
Não adianta um pecador enganar
E nessa vida viver da fase crítica
Entre luta, entre roubo, entre política
Pra depois nesse mundo ele enricar
Que se a gente também for comparar
Desde um rico para um pobre cristão
Para Deus vale mais quem pede um pão
Do que um presidente ou deputado
Pra que tanto tesouro acumulado
Se ninguem leva nada no caixão
(Geraldo Amâncio)
Quadrão perguntado
LB - Mulher que enviuva nova
GA - Sente um choque muito bruto
LB - Verte pranto e bota luto
GA - E acende vela na cova
LB - Depois de um ano se escova
GA - Esquece vela e caixão
LB - Se aparecer um negão
GA - Haja ponta no finado
LB e GA - Isso é quadrão perguntado
LB e GA - Isso é responder quadrão
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OBS: Ambos os motes estão no mesmo arquivo.
março 24, 2008
Partes 3 e 4 do pé de parede entre Severino Ferreira e Ivanildo Vilanova
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Sou pior do que cigano
Pra entender de magia
Falando em feitiçaria
Passo lição em baiano
Livro de São Cipriano
Devoro sempre no pó
Quem vai no meu catimbó
Mergulha na sepultura
Não bote a mão que se fura
Que é caco de vidro só
(Severino Ferreira)
Não use de atrevimento
Que é pra não se arrepender
Pra não pagar sem dever
E chorar pelo sofrimento
Não pense que casamento
É safadeza, é xodó
Não confunda agá dois ó
Com lama podre e escura
Não bote a mão que se fura
Que é caco de vidro só
(Ivanildo Vilanova)
http://rapidshare.com/files/101865026/Ferreira_e_Vilanova_2.part1.rar.html
http://rapidshare.com/files/101877734/Ferreira_e_Vilanova_2.part2.rar.html
Senha: cantoriasecordeis
Sou pior do que cigano
Pra entender de magia
Falando em feitiçaria
Passo lição em baiano
Livro de São Cipriano
Devoro sempre no pó
Quem vai no meu catimbó
Mergulha na sepultura
Não bote a mão que se fura
Que é caco de vidro só
(Severino Ferreira)
Não use de atrevimento
Que é pra não se arrepender
Pra não pagar sem dever
E chorar pelo sofrimento
Não pense que casamento
É safadeza, é xodó
Não confunda agá dois ó
Com lama podre e escura
Não bote a mão que se fura
Que é caco de vidro só
(Ivanildo Vilanova)
http://rapidshare.com/files/101865026/Ferreira_e_Vilanova_2.part1.rar.html
http://rapidshare.com/files/101877734/Ferreira_e_Vilanova_2.part2.rar.html
Senha: cantoriasecordeis
março 22, 2008
Sobre a seca...
1. A seca no Nordeste (sextilhas agalopadas)
(Rogério Menezes e Raimundo Caetano)
No calor do verão a terra morta
Não permite que nasça a plantação
Nas estradas tapadas de poeira
Todo dia se arrasta um mutirão
Que a fogueira da seca nordestina
Queima toda esperança do Sertão
(Raimundo Caetano)
2. A seca pintou de preto
As cores do meu Sertão
(Geraldo Amâncio e Edvaldo Zuzu)
Um sertanejo não quer
Secar as tripas e os ossos
Pra viajar vende os troços
Cadeira, prato e colher
Chorando abraça a mulher
Dizendo não chore não
Quando acabar sequidão
Volto correndo eu prometo
A seca pintou de preto
As cores do meu Sertão
(Geraldo Amâncio)
3. Quando a seca chegou eu fui embora
Do Sertão que nasci e me criei
(Zé cardoso e Louro Branco)
Quando eu vi perecendo a minha horta
E o açude sem água na parede
Um garrote com fome e outro com sede
Uma vaca doente e outra morta
Eu falei vou partir por essa porta
E se o inverno voltar retornarei
Mas se a seca render não voltarei
Que no chão sem ter água ninguem mora
Quando a seca chegou eu fui embora
So Sertão que nasci e me criei
(Louro Branco)
Senha: cantoriasecordeis
março 20, 2008
Sobre a paixão de Cristo
Quando o sangue jorrava no madeiro
Era Cristo salvando a humanidade
(Geraldo Amâncio e Severino Dionízio)
A matéria do filho de Maria
Cada pingo de sangue que jorrava
Era um ente que ele perdoava
Que o algoz não sabia o que fazia
Dia sete de março e sexto dia
Aos trinta e três anos de idade
Foi morar com o Pai na eternidade
Envolvido num grande nevoeiro
Quando o sangue jorrava no madeiro
Era Cristo salvando a humanidade
(Severino Dionízio)
http://rapidshare.com/files/101106985/05_Quando_o_sangue_jorrava_no_madeiro.mp3.html
Era Cristo salvando a humanidade
(Geraldo Amâncio e Severino Dionízio)
A matéria do filho de Maria
Cada pingo de sangue que jorrava
Era um ente que ele perdoava
Que o algoz não sabia o que fazia
Dia sete de março e sexto dia
Aos trinta e três anos de idade
Foi morar com o Pai na eternidade
Envolvido num grande nevoeiro
Quando o sangue jorrava no madeiro
Era Cristo salvando a humanidade
(Severino Dionízio)
http://rapidshare.com/files/101106985/05_Quando_o_sangue_jorrava_no_madeiro.mp3.html
março 17, 2008
Gêneros
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Hoje seguem dois gêneros bastante conhecidos da cantoria de viola:
1. Voa sabiá
Chico Alves e Antonio Jocélio
Voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que a pedra da baladeira
Vem zuando pelo ar...
2. Brasil caboclo
Louro Branco e Geraldo Amâncio
Nesse Brasil de caboclo
De Mãe Preta e Pai João...
http://rapidshare.com/files/100365734/Generos.rar.html
Senha: cantoriasecordeis
Hoje seguem dois gêneros bastante conhecidos da cantoria de viola:
1. Voa sabiá
Chico Alves e Antonio Jocélio
Voa sabiá
Do galho da laranjeira
Que a pedra da baladeira
Vem zuando pelo ar...
2. Brasil caboclo
Louro Branco e Geraldo Amâncio
Nesse Brasil de caboclo
De Mãe Preta e Pai João...
http://rapidshare.com/files/100365734/Generos.rar.html
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